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4° Meetup online — Por que não gostamos de estimativas de software?

Mais um meetup online para a conta! Já é o nosso 4.º encontro para troca de conhecimento com a comunidade e neste mês de outubro, o papo foi sobre “Por…

Cultura

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Mais um meetup online para a conta!

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Já é o nosso 4.º encontro para troca de conhecimento com a comunidade e neste mês de outubro, o papo foi sobre “Por que não gostamos de estimativas de software?”, com a super convidada da vez, Aline Bampi.

No primeiro momento, Aline que está desenvolvendo seu mestrado nesta área, nos contou, em um formato de entrevista, um pouco mais sobre suas pesquisas, estudos e experiências próprias no mercado.

Conforme Aline relata, um dos principais motivos deste receio na estimativa de software por parte dos membros do time, vem do fato de muitas estimativas fugirem da realidade de tempo e esforço ou até mesmo pela falta de conhecimento deles.

O que levar em consideração na hora de estimar?

É uma série de informações que devem ser levadas em consideração: para que eu saiba o tempo e esforço que terei na entrega de determinadas funcionalidades é preciso entender o tamanho do software e o tamanho da atividade que deve ser desenvolvida. Além disso, deve conhecer o time, suas dificuldades, capacidade de entrega (ou seja, quanto de código e informação ela consegue construir em um determinado tempo), a média de horas trabalhada e dados históricos de outras experiências, para usar como parâmetro.

Uma das principais falhas nas estimativas, está no erro de escopo com requisitos que não estão bem definidos ou que sofrem aumento ao longo do desenvolvimento. Além disso, a falta de dados históricos do time ou até mesmo a rotatividade dos membros, são outros fatores que impactam diretamente no resultado das estimativas.

Algumas dicas importantes

Para começar, é necessário conhecer as técnicas de estimativas disponíveis e seguir suas regras. Se usarmos, por exemplo, a técnica planning poker, vai requerer que toda a equipe esteja junto estimando, enquanto que a técnica Delphi é composta por um comitê e não precisa de toda a equipe. Como a própria Aline cita, essas e outras técnicas são muito adeptas de experimentação, então o melhor é testar e ver o que se encaixa para a sua realidade.

O que não pode acontecer de forma alguma é deixar essa decisão na mão de um gerente que, por exemplo, não trabalha diretamente com o desenvolvimento do software para decidir sozinho qual será a duração de cada tarefa e o prazo de entrega.

Sobre a equipe estimar junto, Aline diz que depende do grau de maturidade de cada membro, já que pessoas novas na equipe terão naturalmente dificuldades na maioria das vezes, por ainda não conhecerem todo o processo e projeto, por exemplo. Porém, seja o formato ou técnica que for, é importante que a equipe tenha voz e seu espaço para expor suas visões, não necessariamente participando de todo o processo da estimativa.

O tema rendeu um bom papo e interação entre todos os participantes, esclarecendo dúvidas, apresentando outras visões do tema, enfim… Compartilhando conhecimento entre todos, bem do jeitinho que amamos.

E para fechar o nosso meetup de forma supimpa, tivemos a distribuição de descontos dos nossos amigos do aiqfome para a galera curtir bem a semana, hahaha!

Fique de olho nas nossas redes sociais para acompanhar os próximos eventos! Será um prazer ter você conosco! 😀

Se cuida! ❤