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Criptografia em instituições financeiras: entenda como funciona no setor

Com a transformação digital do setor financeiro, milhares de informações podem ser transmitidas via Internet para servidores em alguns segundos. Entretanto, as facilidades da digitalização trouxeram uma preocupação eminente entre…

Tecnologia

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Com a transformação digital do setor financeiro, milhares de informações podem ser transmitidas via Internet para servidores em alguns segundos. Entretanto, as facilidades da digitalização trouxeram uma preocupação eminente entre os usuários: a segurança.

A recente vigência integral da Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD, tornou a garantia de privacidade dos dados pessoais em uma questão ainda mais indispensável para todas as empresas.

Além disso, a possibilidade de invasões e de vazamentos de dados não pode ser negligenciada em nenhum momento.

Sendo assim, a criptografia no setor financeiro é um dos principais meios de evitar que informações de clientes sejam acessadas por invasores e utilizadas de modo indesejado.

Pensando nisso, trouxemos neste post informações que ajudarão você a compreender como os dados podem ser protegidos através da criptografia. Confira!

O que é criptografia?

Quando criança, você criou algum código em um bilhete ou diário para que nenhum curioso conseguisse ler a sua mensagem? 

Pois então, se você fez isso, já estava criptografando mensagens bem antes de saber o que isso significa.

A criptografia pode ser utilizada em diversos contextos, mas, ao se tratar de segurança em ambientes virtuais, ela é uma técnica que codifica os dados tornando-os ilegíveis.

Para que isso ocorra, são utilizados softwares ou hardwares que aplicam aos dados uma chave criptográfica capaz de tornar um texto legível em um grupo de símbolos aparentemente aleatórios, o que gera um texto cifrado.

Essa chave é formada a partir de um conjunto de valores matemáticos que só é compreendido por pessoas ou máquinas autorizadas. Geralmente, somente o emissor e o receptor conseguem descriptografar os dados.

Na prática, a criptografia funciona de modo que busca impedir a leitura das informações se algum dado for acessado por um intruso.

Dessa maneira, os dados de clientes de um banco, por exemplo, como número de cartão de crédito, senha, histórico de transações e CPF ficam muito mais seguros quando estão criptografados.

Quais são os principais tipos de criptografia?

É evidente que mesmo com a criptografia, hackers com muita experiência podem acabar conseguindo descobrir a chave criptográfica. Por isso, quanto mais complexa for a chave, mais segurança ela é capaz de prover.

Assim, ao longo dos anos, diversos tipos de criptografia foram desenvolvidos. Cada um dos tipos possui uma complexidade variada e é destinada a diferentes propósitos.

É relevante destacar que quanto maior o número de bits de uma criptografia, maior será o número de chaves necessárias para decifrar o dado.

Além dessa questão, as chaves que são desenvolvidas com um número maior também oferecem maior segurança.

Dito isso, os principais tipos de criptografia utilizados são:

  • DES – Data Encryption Standard: formado por chaves de 56 bits, porém não é considerado seguro, pois pode ser decifrado por uma técnica conhecida como “força bruta”;
  • 3DES – Triple DES: é uma evolução do DES, a qual opera com três chaves de 56 bits, formando uma chave de 168 bits.
  • IDEA – International Data Encryption Algorithm: formado por dois blocos de informações de 64 bits, forma chaves de 128 bits. Opera com grupos algébricos para produzir textos cifrados a partir da confusão e da difusão.
  • Blowfish: é um algoritmo que divide as informações em blocos de 64 bits cada, os quais são criptografados individualmente. Considerado bastante seguro e veloz, é muito utilizado em e-commerces. Possui duas variações: Twofish e Threefish.
  • AES – Advanced Encryption Standard: considerado o mais seguro dos algoritmos, trabalha dividindo as informações em blocos de 128 bits e com chaves de até 256 bits. É utilizado pelo governo dos Estados Unidos da América.

Enfim, os algoritmos de criptografia acima são aplicados para diferentes realidades e necessidades.

Assim, é evidente que quanto maior o nível de segurança necessário para a proteção dos dados, mais complexo deverá ser o algoritmo.

Como a criptografia é aplicada ao setor financeiro?

Os dados certamente são os principais ativos de qualquer instituição financeira. A partir deles, as organizações possuem elementos para elaborar operações, além de evoluir o modelo de negócios.

Por essa razão, a garantia da privacidade é um grande desafio em um ambiente em que, cada vez mais, são realizadas transações e transmissão de dados online.

Essa realidade se tornou ainda mais expressiva em 2020, ano em que 60% dos profissionais do setor tiveram que passar a trabalhar remotamente por conta da pandemia do coronavírus.

Além disso, inovações como o Pix e o open banking também são responsáveis por criarem demandas tecnológicas em segurança da informação.

Ademais, as novas formas de tratamento de dados impostas pela LGPD impulsionaram o desenvolvimento de soluções para a proteção da privacidade.

Nesse contexto, os bancos brasileiros investiram cerca de R$ 2,5 bilhões em segurança cibernética, conforme aponta a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2021.

Sendo assim, o setor financeiro é o líder de investimentos em tecnologias de proteção de dados. O que não é por acaso, uma vez que um grande colapso seria gerado caso os dados como números de contas e senhas fossem acessados por invasores.

Um vazamento de informações de clientes de instituições financeiras poderia gerar milhões de reais de prejuízos em poucos minutos, além de descredibilizar todo o sistema financeiro do Brasil.

Sendo assim, a criptografia é a principal técnica de tratamento de dados no setor. Somente com os dados criptografados é que se pode evitar que transações financeiras sejam interceptadas e informações armazenadas em nuvem sejam visualizadas por pessoas não autorizadas.

Desse modo, boa parte das instituições financeiras possui uma equipe própria ou uma equipe de outsourcing que se dedica a aperfeiçoar os sistemas de cibersegurança.

Portanto, seja para cumprir as normas da LGPD e evitar sanções por tratamento inadequado dos dados ou para evitar cibercrimes, a criptografia tem servido como um importante aliado do setor financeiro.

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