As metas ambientais do Brasil, especialmente o compromisso de desmatamento zero até 2030, enfrentam um obstáculo preocupante: as falhas no monitoramento do crédito rural subsidiado. Um estudo recente do Climate Policy Initiative (CPI/PUC-Rio) revelou que parte significativa dos recursos destinados ao financiamento do agronegócio está chegando a propriedades com histórico recente de desmatamento, mesmo havendo políticas de restrição em vigor.
Entre 2020 e 2024, aproximadamente R$ 205,6 bilhões em crédito rural foram liberados para produtores com registros de supressão de vegetação nativa, um número que acende um alerta não apenas ambiental, mas também econômico, jurídico e reputacional para o setor e para o país.
Onde Está a Falha?
Embora o Brasil possua um dos arcabouços mais robustos do mundo em monitoramento ambiental (CAR, Prodes, Deter, MapBiomas, embargos do Ibama etc.), o estudo mostra que o problema não está na falta de dados, mas na incapacidade de integrá-los de maneira eficiente e contínua para orientar decisões de crédito.
Segundo a pesquisa, mesmo após novas normas do Conselho Monetário Nacional (CMN) e a implantação de filtros automatizados pelo BNDES:
- Os sistemas ainda não conseguem cruzar informações de forma consistente.
- A verificação é feita apenas no momento da contratação, e não ao longo da vigência do crédito.
- Há falta de fiscalização posterior, o que permite que áreas financiadas desmatem após a liberação dos recursos.
- Muitas instituições não realizam auditorias ambientais completas por ausência de ferramentas ou mão de obra especializada.
O resultado é um sistema vulnerável, onde o risco ambiental passa despercebido e o país se afasta das metas climáticas.
Como a Softfocus Contribui para Corrigir Esse Problema
Para que o crédito rural seja verdadeiramente sustentável, é necessário adotar soluções que conectem informações ambientais, geoespaciais e regulatórias em um único fluxo inteligente.
É justamente nesse ponto que o Softfocus Zoom se destaca.
O Zoom permite que bancos, cooperativas e agentes financeiros:
- Realizem análises automatizadas de áreas financiadas.
- Cruzam, em segundos, dados de CAR, embargos, desmatamento, satélites e bases oficiais.
- Identifiquem irregularidades socioambientais antes, durante e após a concessão do crédito.
- Apliquem políticas de compliance ambiental com precisão.
- Documentem auditorias com evidências geoespaciais confiáveis.
- Evitem financiar propriedades com desmatamento irregular.
Com sensoriamento remoto, inteligência de dados e automação, o Softfocus Zoom ajuda instituições a alinharem suas políticas de crédito às metas ambientais do país reduzindo riscos e garantindo um agronegócio mais sustentável e seguro.
O estudo do CPI/PUC-Rio expõe um ponto crítico: não basta ter dados ambientais é preciso utilizá-los com inteligência e continuidade. A meta de desmatamento zero até 2030 depende de processos mais rigorosos, automatizados e transparentes.
Por Que Isso Ameaça a Meta de Desmatamento Zero?
O crédito rural é uma das engrenagens mais importantes do setor agropecuário brasileiro. Se os critérios ambientais não forem rigorosamente aplicados, algumas consequências são inevitáveis:
✔️ Financiamento indireto do desmatamento
Quando instituições concedem crédito a propriedades irregulares, permitem que a expansão agrícola ocorra sobre áreas recém-desmatadas.
✔️ Perda de credibilidade internacional
Mercados compradores como União Europeia, Reino Unido e EUA já impõem barreiras contra commodities produzidas em áreas irregulares.
✔️ Prejuízo às metas ambientais nacionais
O desmatamento avança sem controle e compromete políticas públicas de mitigação climática.
✔️ Responsabilidade jurídica e financeira
Instituições financeiras podem enfrentar riscos legais por não seguirem exigências de diligência socioambiental.
O Impacto Econômico da Falta de Monitoramento
Além do impacto ambiental, a pesquisa aponta consequências diretas para o setor financeiro e para os produtores que buscam crédito:
- Aumento do risco da carteira rural, devido à inadimplência associada a embargos.
- Perda de acesso a mercados internacionais, que exigem rastreabilidade.
- Risco de sanções e limitações regulatórias para bancos e cooperativas.
- Aumento do custo operacional para corrigir inconsistências após a liberação dos recursos.
O agronegócio brasileiro cresce sobre a base da sustentabilidade e a falta de controle coloca esse alicerce em risco.
A Solução: Monitorar Melhor, Integrar Dados, Automatizar Análises
A pesquisa ressalta que o Brasil possui dados suficientes para monitorar o crédito rural, mas precisa:
- Integrar bases como CAR, Deter, Prodes, Ibama, MapBiomas.
- Automatizar análises geoespaciais.
- Realizar verificação contínua ao longo de toda a vigência do crédito.
- Oferecer ferramentas ágeis para auditorias ambientais.
Esse tipo de monitoramento é inviável apenas com equipes humanas, por isso o uso de tecnologias de sensoriamento remoto e inteligência de dados é hoje indispensável. A boa notícia é que a tecnologia já permite isso.
Ao combinar políticas públicas, fiscalização ativa e ferramentas como o Softfocus Zoom, o Brasil pode:
- Proteger suas metas climáticas,
- Garantir crédito mais seguro,
- Aumentar sua competitividade global,
- E fortalecer um agronegócio verdadeiramente sustentável.
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