O verão começou e, como tem ocorrido nos últimos anos, já apresenta sinais de que será uma estação marcada por eventos extremos. Ondas de calor, temporais com ventos acima de 80 km/h, queda de granizo, secas pontuais e até tornados têm afetado diversas regiões produtoras.
Esse tipo de instabilidade climática impacta diretamente o agronegócio, alterando calendário de plantio, qualidade do solo, sanidade das culturas e produtividade final. Para instituições financeiras, os efeitos são imediatos: maior incerteza, aumento do risco de crédito e necessidade de monitoramento constante das áreas financiadas.
É o novo cenário: clima e crédito se tornaram inseparáveis.
O cenário climático e sua influência direta sobre o crédito
O final de 2025 e o início de 2026 estão marcados pela transição entre El Niño e La Niña, o que historicamente produz eventos extremos. Já nos primeiros dias do verão, diversos municípios registraram prejuízos com tempestades e granizo.
Em Rio Bonito, por exemplo, lavouras inteiras foram destruídas em minutos devido às pedras de gelo que atingiram plantas ainda em período crítico de desenvolvimento. Produtores perderam safra, maquinário e estruturas de irrigação. E, para instituições financeiras, isso significa deterioração imediata da projeção de pagamento.
Situações como essa têm se repetido no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com impactos perceptíveis:
- queda abrupta de produtividade
- necessidade de replantio
- aumento do custo operacional do produtor
- maior probabilidade de acionamento do seguro rural
- maior risco de inadimplência
Nesse contexto, o risco climático passa a ser risco de crédito e precisa ser tratado como tal.
Como essas mudanças climáticas afetam diretamente o crédito rural
A dinâmica climática do verão tem impacto direto sobre o desempenho financeiro das operações. Chuvas irregulares atrasam o plantio e colheita, enquanto episódios de granizo eliminam, em minutos, o potencial de receita de áreas inteiras. Secas intensas reduzem drasticamente a produtividade esperada, e vendavais (alguns com características de tornados) derrubam pivôs, estruturas e até silos.
O resultado é uma pressão crescente sobre a capacidade de pagamento, a necessidade de renegociação de dívidas, o acionamento de seguros e, em muitos casos, o reforço do provisionamento das instituições financeiras. O que antes era um risco agronômico, agora influencia diretamente a sustentabilidade das carteiras de crédito.
O que instituições financeiras precisam considerar neste verão
Para mitigar riscos e agir antes que o problema se escale, bancos e cooperativas precisam adotar uma postura preventiva. Isso inclui acompanhar a evolução climática das áreas financiadas e avaliar, caso a caso, o impacto que cada evento extremo pode gerar no fluxo de caixa do produtor.
Algumas ações essenciais incluem:
- monitorar continuamente as áreas financiadas por sensoriamento remoto
- acompanhar projeções climáticas de curto e médio prazo
- analisar, em tempo real, eventos como granizo, vendavais e secas
- revisar cenários de capacidade de pagamento com maior frequência
- confirmar a correta aplicação dos recursos do crédito
- agir preventivamente em renegociações para evitar inadimplência futura
Em resumo, gestão de clima agora é também gestão de carteira.
Tecnologia como aliada do crédito rural
A agricultura 5.0 já incorporou tecnologias como sensoriamento remoto, inteligência artificial e modelagem preditiva para entender o comportamento das culturas. O setor financeiro, porém, ainda passa por esse processo de modernização. Para instituições financeiras, o monitoramento remoto representa a possibilidade de enxergar, quase em tempo real, os impactos do clima sobre as áreas financiadas.
É possível identificar danos recentes, perda de vegetação, indícios de replantio, riscos produtivos futuros e até sinais de uso irregular da terra. Com a escalada dos eventos extremos, operar crédito sem esse tipo de visibilidade é, na prática, assumir um risco desnecessário.
Softfocus Zoom e Softfocus Smart: tecnologia aplicada ao risco climático e ao crédito rural
O Softfocus Zoom monitora áreas financiadas por imagem, analisando vegetação, variações climáticas, mudanças abruptas no solo e possíveis danos causados por tempestades, secas ou granizo. Isso permite identificar rapidamente impactos que podem comprometer a operação de crédito.
O Softfocus Smart complementa esse processo ao integrar dados cadastrais, ambientais, fiscais e regulatórios, automatizando validações do MCR e fornecendo análises consistentes para revisão de risco.
Essas duas soluções atuam diretamente onde o problema existe:
- identificam rapidamente ocorrências climáticas que afetam a capacidade de pagamento
- auxiliam na decisão sobre reestruturação, prorrogação ou renegociação
- agilizam a verificação de conformidade ambiental e de uso correto do crédito
- reduzem o risco socioambiental e financeiro para a instituição
- melhoram a previsibilidade das carteiras
- transformam dados climáticos em decisões de crédito mais seguras
Quando o clima e crédito estão mais interligados do que nunca, a tecnologia se torna essencial para proteger instituições financeiras e produtores.
Como as instituições protegem suas carteiras de clientes:
O verão 2025/2026 tende a ser um período desafiador para o agronegócio, com eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. Para instituições financeiras, isso exige um modelo de crédito rural mais dinâmico, monitorado e baseado em dados.
Soluções como Softfocus Smart e Softfocus Zoom permitem que bancos e cooperativas acompanhem o impacto climático em tempo real, antecipem riscos e fortaleçam suas carteiras mesmo diante de um ambiente cada vez mais imprevisível.
O clima não espera. Mas, com tecnologia, o crédito pode se antecipar.